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23/11/2011

Ferir.


 13 de Setembro de 2012. Em algum lugar.

  Já se aproxima da data em que nossos corações ficaram tão colados. Eu penso Rick, se você seria capaz de repetir todas as palavras que foram ditas naquele dia. Seria o amor novamente esquentando você.
 Eu tive medo de chorar todas as noites que estive contigo, pois eu sabia que era temporário. Eu sabia que te ter era arriscado.
 O engraçado é que essa carta está sendo escrita só em pensamento, pois nem meus dedos eu mecho mais. Dói respirar. Você não veio nos últimos quatro meses, nenhuma vez. A tv está ligada. Eu odeio isso Rick. Odeio a ideia de ter que morrer. E sabe do que mais? Eu não tenho medo da morte, tenho medo por você.
 Os médicos costumam conversar baixinho quando estão próximos a mim, mas eu ainda não fiquei surda, e escuto muito bem quando dizem que me restam poucos dias e que é um milagre eu ter vivido todos esses meses... Eu queria voltar na praia, sentir a maresia em meus cabelos e o sal em minhas narinas. Eu queria ver você.
 O aparelho dispara ao meu lado toda vez que penso nisso. Todos ficam alertas, eu não. Eu já me acostumei. É rotina. Por que Rick, onde você se foi? Por que comigo? Logo eu, que nem posso mais perguntar nada a ninguém.
 Meu medo é você,parece que todos sabem, me olham com olhares tristonhos. Eu choro às vezes. Parece crise, mas é dor, física, mental, emocional. Eu preciso morrer.
 Me perdoe. Me esqueça. Ou então, sempre que alguém perguntar quem você mais amou, diga que foi eu.
(Mas sabe, eu penso que, se você não vem me visitar é porque já tem alguém. Se você não vem ver meus olhos castanhos é porque já se cansou disso. Ou talvez, porque você também chora, como eu.)
 E nesses últimos "momentos" , eu não paro de pensar em você.
 Três pontos...

02/11/2011

17 de Novembro, tanto tempo depois.


As palavras cruzadas no calendário que você me deu de presente, ainda estão lá, um pouco apagadas, mas ainda permanecem lá. Você dizia que voltaria, escreveu com todas as letras "eu volto". Teu beijo de despedida ainda está impregnado na minha garganta.
 Toda noite de insônia eu penso em te escrever , eu penso em te dizer que o tempo passou levando-te junta em partes, quando amanheço, não importa qual corpo esteja ao meu lado, é do teu sorriso que eu lembro, é ele que define como vai ser meu humor. Então eu me pergunto, que eu fiz pra merecer isso? Que eu fiz pra te perder entre as palavras mal escritas nas cartas trocadas? Que eu fiz pra você ter sumido assim, sem mim, me deixando?
 Jullie, teus olhos verdes me perseguem pela rua, teu riso me entorpece nas noites no bar, e a maneira como eu balanço a cabeça quando toco minha guitarra me lembra de você gritando quando eu bati no teu amigo. E como você beliscou meu pescoço quando entrou naquele ônibus, isso, isso... é único, não tem nada que me lembre disso.
 Eu ainda deito e fico lidando com o sudoku que você me deu de presente, juntamente com o calendário, eu só completei dois, porque todo esse raciocínio me dá dor de cabeça e eu nunca fui tão inteligente como você. Tem dias que eu escuto um carro buzinar na rua e corro pra ver se é você chegando. Sempre é um vizinho chato que esqueceu o alarme ligado, ou porque vai a praia. Nunca é você.
 O rádio permanece ligado no mesmo local que você deixou, e dia sim dia não passa aquela música, Trouble deve ser o nome dela. E eu me pergunto se a música, a letra dela, é você me deixando uma pista, me respondendo o porque de você ter ido.
 Volta. Volta. Eu te quero aqui. Não importa quantas almas conheci, a minha só se sente bem com a tua. Volta. Volta. Por favor. As palavras estão me corroendo, os lábios estão secos, estão famintos de você. Volta. Eu preciso de você. Eu preciso que você faça comigo o sudoku, que marque as datas no calendário, que deite comigo, que reclame do som alto, que derrube minha guitarra, que xingue os vizinhos por as buzinas.
 Por favor, volta. Eu ainda permaneço em ti.

17/10/2011

Precisão. Necessidade. Não querer. Desapegar-se.

 São dos seus olhos que eu lembro. Azuis, penetrantes. Uma buzina ensurdecedora e você me dizendo "caminhão." Eu te perdi naquele momento...
 Depois do acidente minha vida nunca mais foi a mesma. E você está de prova disso, você ficou do meu lado. O quão eu estava errôneo naqueles primeiros pensamentos, desconhecia todos estes mistérios que me tens apresentado ultimamente, uma vida diferente.
 Você toca o espelho sem o seu reflexo no exato momento em que rabisco essas palavras em um papel amarelado, eu sei que você irá lê-lo e se perguntará se você fez o certo ao permanecer comigo. Mas querida Lilian, eu me sinto amado agora, posso ajudar almas a seguirem seus caminhos, só que eu me pergunto "Que assunto inacabado você tem pra ainda permanecer aqui?"
 Eu perdi o teu cheiro no banco do carro, entre eu e a morte, eu perdi sua respiração quando teus olhos vidrados pararam e ficaram ali, minha perna presa ou o gotejar de sangue que escorria do meu braço não se comparava aquilo, eu te perdi. Eu perdi tua vontade imensa de mergulhar em todos os mares, ou a forma que se produzia pra qualquer festa em frente a um espelho, o mesmo em que você olha agora, com aquele olhar desolador. Eu queria teu abraço. E então eu me pergunto "Será que ainda vou viver mais que isso?"
 Tua presença, mesmo que não física, me lembram isso todo o dia, o acidente nos modificou de formas variadas. Eu preciso, você necessita, nós não queremos, mas é o correto. Desapegar-se, entregar-se. Seguir.
 Querida Lilian, hoje eu tenho um encontro com a doce Silvia do trabalho, ela não se compara a você, claro, mas eu posso viver e espero que você resolva o seu assunto inacabado. E desapegue-se desse estado no limbol, siga, me deixe seguir. Me deixe fazer o que mais sei agora, fazer com que todos que ficam, sigam.
 Eu amarei sempre você.
Com carinho, Julian.


07/10/2011

Tentando.

 Uma noite de verão qualquer.

  Despeço-me dos teus cabelos encaracolados, das noites em claro e dos afagos nas bochechas. Despeço-me das tuas lembranças em mim e de tudo que você é em mim... Mas nem tudo que acaba tem final, não é? Não é desse jeito que você escreve nas mensagens que me envia?
 Murilo, eu deveria estar na praia agora, enrolando a saia nos dedos, como de costume, no lual, mas eu estou aqui, sentada na varanda, vendo as nuvens voarem, escrevendo a ti um sinal para você seguir. Sem mim.
 As vidas seguem, a minha seguiu, mesmo que tenha doído no começo sem ti, eu consegui. Você faz ideia do quanto isso é difícil? Como eu te disse, na maioria das vezes só o amor não é suficiente. Existe outras coisas querido. E eu quero que você aprenda que, esses anos que se passaram foram o fim. Acabou.
 E desta vez despeço-me dá tua frenética onda de ciúmes que me entupiam as veias de raiva, despeço-me do  teu egocentrismo e da tua tirania. Mas além de tudo, despeço-me da parte em mim que ficou em ti.
 Só que no fim desta carta eu tenho que concordar contigo. Nosso fim ainda não chegou, só está no modo pause, por muito tempo.
 Viva bem, cuide bem, e retire-me da parte que atrapalha tua vida, assim como fiz. Assim como tento.



06/09/2011

Desde o começo já era fim

“- Vou te escrever carta e não mandar.
- Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
- Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
- Vou ver Saturno e me lembrar de você.
- Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
- O tempo não existe.
- O tempo existe, sim, e devora.”

      - CFA



 Olá querido ótario. Como vai a vida sem mim? Como vai a vida sem você?
 Eu queria te explicar uma coisa, aquilo que você chamava que eu tinha...como era mesmo? Ah, dependência. Eu queria poder dizer a você que, aquilo nem sequer existiu, talvez da tua parte, pois no momento em que eu parti, eu soube dos teus pedaços no chão da sala, presos em copos de vinho e naquele cigarro que eu tanto odiava.
 Você disse que não pertencia a ninguém, mas nem percebeu quando não conseguia dormir sem ouvir o meu boa noite. Nem percebeu que teus braços viviam se agarrando aos meus, como um vício, que eu gostava. Eu adorava, eu te amava. E o tempo passou...
 É de noite lá fora, chove forte e eu sinto o cheiro que o vento trás. Parece você na minha porta e o coração aperta.Dependência, isso é uma palavra feia sabia? Querido ótario, onde você está?
 Esta carta não vai chegar, não tem endereço para ir, não tem coração para entrar. Onde você está?
 Dependência, depender, depende, pende, de perder, argh. Eu perdi. Você sabe que perdi neste jogo, entre as cartas jogadas no tapete deste quarto está as que você me devolveu, como se isso fosse fazer alguma diferença. Nostalgia. Já era tudo aqui dentro do peito. A dor se esvaiu. Não depende de você, nunca dependi de você, você era meu ponto seguro nessa linha, você foi a pessoa que segurou meus braços para não cair de cara no chão na volta dos shows. Eu te amei por isso. E não te amo mais querido ótario.
 E isso se chama independência e o tempo corre para os dois.
 Adeus.

23/08/2011

I can't see you. I can't feel you. Not now, soon.




 Qualquer dia desses, numa tarde qualquer.

 Oi, como vai? O mesmo de sempre? Nem sei, não tenho como saber...
 Sabe, eu estava revirando minhas redes sociais. Olhei meu orkut velho, pensando em excluí-lo, fui ver meus depoimentos e encontrei um seu, que está lá até hoje. Eu não chorei. Eu virei o rosto e relembrei dos momentos passados no msn, das horas incontáveis te escutando. Aquele teu sotaque que eu amo. E te ver... por que, diabos, eu nunca te vi? Ah! Lembrei, você mora a quilômetros daqui. 
 Você disse que me esperaria, que não queria apenas uma amizade virtual, um amor incompleto. Mas você disse que me amava, apesar de tudo, que sonhava comigo, que sentia ciúmes de mim. Ainda sente?
 Você ainda consegue me sentir aí dentro do teu peito?  Eu ainda sonho aqui, acordada, deitada, no ônibus indo pro trabalho, eu ainda sonho em um dia te conhecer. Eu ainda sonho em sentir você.
 Você não sabe quantas marcas deixou em meu peito, não sabe quanta saudade ficou. Não sabe como é ruim te ver onlinne no msn e não ir falar com você, apenas por não ter assunto e não saber o que te dizer.Porque dói pensar que nós dois brigávamos, amávamos e sentíamos juntos. Os dois. 
 Você sumiu, eu sumi. Mas eu me lembro de uma data recente que você resolveu falar comigo e me dizer, que apesar de tudo, quando pensava em alguém, era em mim, e isso dá um nó na garganta, no peito, no coração. Eu ainda amo você. Eu ainda tenho saudade da tua voz. E, foda-se, eu ainda vou te conhecer.
 Mas esta carta não chegará nas suas mãos, mas teus olhos poderão ver. E teus lábios, eles abrirão um sorriso, disso eu sei. 
 É isso, e tenha um boa vida.

15/06/2011

Carta pra você


 Eu vou começar de forma errada esta carta, perguntando... que porra você está fazendo que eu ainda não te encontrei?
 É, garoto, você deve está deitado na sua cama, ou na varanda fumando um cigarro natural. Ou talvez o sol esteja queimando a pele das tuas costas, pois você deve está jogando uma bola na praia, com um bronzeado legal, fazendo charme. Quem sabe até surfando, pegando uma onda legal...ou ou...ou na faculdade, com seus óculos de nerd estudando química concentrada, seja lá o que isso for e se existir.
 Quem sabe, esteja sentado em frente a uma escrivaninha, escrevendo algo que nem sabe o que significa, sentindo algo que não sabe o que é.
 É, garoto, esta carta é para você, que eu ainda não conheço, que ainda não me conhece, mas sei, sei bem que sei que somos feitos para termos alguma história, não importa se eu não sei exatamente quais são seus gostos, qual o seu estilo e qual sua preferência.
 Quem sabe, ano que vem, em uma data não muito boa, aproximadamente no mês de Junho você me peça em namoro, ou um beijo, ou um abraço.
  Garoto, que ainda não apareceu, que eu ainda não vi, levanta e vem ao meu encontro, estou precisando de você neste exato momento, porque já é noite, está frio e eu preciso de calor, um copo de leite e um corpo...

01/04/2011

Ps. I remember U.


Fortaleza, 31 de Março de 2011.

    Ontem a noite eu tive um sonho cara, um sonho muito doido, porque você estava aqui, estava do meu lado, minha incosciência trabalhou muito pra te trazer aqui, naquele sonho, em que você me pegava nos braços e dava aquele abraço apertado de sempre.
     Sabe, você ainda me dizia que sentia falta, sentia falta das minhas tapadas, dos meus murros fracos em seu ombro e começava a me contar da faculdade. Eu me deitava em seu colo, ouvindo-te e sorrindo. Então eu acordei, despertei e lembrei de você e quase me bati porque a saudade ainda apertava e você estava longe, eu estava fria, nem sequer sentia seu cheiro. Meu amigo, meu amor, meu doce e ingênuo quase amor. Todo esse sonho me fez lembrar de três anos atrás, em que eu mal o conhecia, em que eu fingia não querer saber o que você sabia. Mas, Js. era tudo uma arte de interpretação, porque eu sabia que assim como você queria saber de mim, eu queria saber de você.
    Os anos passam, os braços ficam solto demais, não tem mais os abraços que eu conquistei com o tempo  e o que resta é aquela conversa melosa no msn de saudade, uma saudade incompleta, porque parece um tanto falsa escrevendo.
     Mas, hoje não vim falar disso, só vim dizer que eu lembrei de você. Lembrei e vou procurar seu endereço por ali ou o seu número celular e enviar essa carta pra ti, pra você, assim como eu fiz, lembrar de mim.
    Com amor de sua querida e adorada amiga, que insiste em dizer que ama você,
     Elânia.


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Ps. Nome da pessoa em questão, foi abreviado, para não ter implicações nisso, e sim, foi real. (:
Beijos pra vocês e desculpa a total ausência minha, estava sem computador, mas agora ele voltou *-*

24/03/2011

My way

  Nessa caminhada, nessa jornada, que você já não faz mais parte, eu aprendi a sorrir. Cara, eu aprendi a me amar. 
  Nessa caminhada em que me encontro perdida, eu esqueci do que era pra esperar, eu esqueci que você me amou um dia e eu nunca soube, nunca percebi, porque, para mim, tudo era uma farsa. Você era minha ilusão.
Eu segui meu caminho sem você, chorei noites inteiras, mas segui. Persisti.
  E quando o dia amanhecia, eu enxergava tudo sem você, eu fiquei simplesmente pasma como a vida poderia ser diferente sem você. Eu segui meu caminho cara, mesmo depois de toda aquela nossa história.
  Mas isso não quer dizer que não existam noites em que eu apenas deito e choro, lembro do teu beijo e das coisas que fizemos juntos. Lembro do teu corpo e da maneira que me encarava.
 Caleb, estou jogando mais uma carta sua no lixo, e só ler o eu amo você no fim dela, me fez abrir um sorriso e novamente mais lágrimas. 
 Por que você tem que sempre se meter no caminho que eu decidi seguir? Por que, Caleb?
 Eu amei você, mas todas aquelas mentiras, todas aquelas situações embaraçosas que você me metia, me destruiu.
 Finjo ser forte o tempo que for preciso, finjo que não preciso de você, mas te necessito, só que eu já escolhi o meu caminho. E ele é sem você.
 Um beijo de sua amada, de sua garota adorada, 
Hanna.





Sim, foi inspirada no casal Hanna e Caleb, de Pretty Little Liars. Sei que acabou a primeira temporada com um ponto de interrogação para o casal e que ela nem sequer chegou a ler a carta dele, mas eu dei uma inventada. E sinceramente, espero que eles voltem *-*

01/03/2011

Little girl

Querida Petra,
 Há alguns anos você ainda era uma doce e ingênua garota com seus 4 anos. Disse que amava-me e num lapso de esperança tentou presentear-me com um pedaço de papel colorido, que na sua concepção de criança seria a coisa mais linda do mundo.
 Fui rude, admito, ignorando seu pequeno gesto de carinho. Você vinha e colocava-o sobre minha carteira e eu o devolvia a você, ocorreu algumas vezes, até que eu, cansado o rasguei na sua frente. Vi seu semblante mudar, um tipo de tristeza que eu não aguentaria. Eu também era pequeno Petra, e mal sabia no que aquilo poderia resultar.
 Hoje, com meus 22 anos, percebo que o que eu fizera a machucou e em um encontro inesperado com você dentro de um ônibus pude provar isso, pois no momento que encarei seus olhos castanhos grandes, vi aquela mesma tristeza da doce e alegre menina que eu destrui. Suas costas são um pouco curvada e isso me passa seu medo, quando você me viu sua repulsa era conclusiva.
 Desculpe-me Petra, por ter ferido seu doce amor infantil, desculpe por não ter compartilhado o mesmo, desculpe por torná-la essa mulher com medo, essa mulher que desvia os olhos daqueles a quem te admiram. Desculpe...
 Mas, eu admito Petra, que naquele ônibus eu vi uma bela mulher com seu corpo esguio, com uma boca carnuda e pequena que mantinha os olhos tristes, e naquele momento eu queria ter em meu bolso um pequeno papel colorido que eu tive a horrível decisão de rasgar.
 Eu me lembro de você. Muito bem, mas é como eu disse, foi um encontro inesperado, pois não sei onde você mora nem quem são seus amigos. Só sei que vou deixar esse meu lapso de esperança aceso e guardar esta carta em meu bolso para que quando eu encontrar seus olhos novamente, que desta vez seja para fazê-los sorrirem.
                                                                              Com carinho, Zach.

Primeiro, sim, essa história é real, a carta ou o acontecido no ônibus não, as pessoas envolvidas nunca mais se viram na vida, mas esta mulher ainda guarda uma pequena-grande mágoa por o acontecido na infância, mas agora entende o porquê. Nomes ficticios.


Frase "secreta": Petra você seria minha pequena e doce menina se eu tivesse feito seus olhos sorrirem.

19/02/2011

Um motivo

São Paulo,20 de Dezembro de 2010.


       Deixei minha mente vagar por muito tempo antes de ligar algumas palavras a outras. Esperava ter um motivo para escrever-te tão rapidamente, uma razão clara para que entendesse o que realmente quero te explicar.
       Quando eu não estou com você, é como se eu não estivesse comigo.  Você entende isso? É algo real de se ver, me pego triste pelos cantos, pensando em você, pensando no erro bobo que cometi. Foi só um beijo e acabou com todo encanto que eu tive, foi só um beijo mas gerou tanta dor aqui, pra mim, pra você.
          Stefan, eu o amo, amo mais que tudo. Bebida foi uma fase em minha vida e quando brigamos ela se pronunciou mais rápido, me deixando louca por não tê-lo, logo eu, que sou tão rígida comigo mesma, me regulando sempre, fazendo o certo. Logo eu que frequento o AA todo mês após ter parado de beber.
          Lembra-se? Você me ajudou nessa fase, você esteve do meu lado e quando algo ocorreu com você, eu briguei, briguei pela falta de atenção, vendo o motivo na cara e rejeitando-o.
          ME PERDOA. Me perdoa novamente. Me perdoa.
          Pensei que começaria com palavras diferentes, terminaria com outras, mas elas acabaram se diferenciando do que pensei inicialmente de te dizer, mas com o mesmo propósito, de me desculpar repetidamente pelo que fiz e deixar claro que o amo e não o julgo. Porque o erro aqui, fui eu. Eu sozinha.
         Espero que sintas meu beijo, enquanto ler isso.
         De uma garota que foi amada e acha,pensa,sabe que não é mais, que desperdiçou isso,
Flávia.



08/02/2011

Meu pedido é você.

 Sem datas. Sem marcas. Sem promessas.


 Meu querido amigo colorido, espero que compreenda o motivo desta carta.
 Noite passada, em que vi nossos corpos entrelaçados, enquanto sentia sua ânsia sobre mim, percebi que não posso continuar com isso. Com esta amizade colorida. Acho melhor o preto no branco conosco, já que necessitamos tanto um do outro que não conseguimos segurar a vontade de nos tocarmos, o preto no branco nos ajudaria nisso, porque teríamos limites. O que você acha?
 Eu não acho nada bom...mas é preciso. E se passar por o que citarei abaixo, só dou um único conselho, siga-os.
 Quando sentir minha falta,me ligue. Escute meu riso e sentirás meus lábios.
 Quando estiver com raiva,me ligue. Quando ouvir meus conselhos verás meus ombros a sua frente.
 Quando estiver com medo,me ligue. Quando ouvir minha respiração sentirás o meu terno abraço.
 Apenas me ligue para poder sentir isso.
 Agora, deixarei-o dormir na cama em que ficamos juntos. E espero que entenda esta minha carta.

 De sua querida e adorada amiga.




-
P.s. Leia as letras destacadas e verás o que realmente quero te pedir.

09/01/2011

E no final?

 E daqui eu vejo, você e ela. Daqui eu consigo ver, você e elas.
 E eu finjo não me importar, finjo não ver. Mas a cada novo olhar, eu vejo um beijo, um sorriso, risos. Você e elas. Onde eu fico nisso tudo? 
 Quando estamos só você e eu é como se não existisse mais ninguém. Você finge isso também?
  E então tudo muda de repente. Você brinca, sorri, morde, abraça, agarra, me esquece.
 Ciúmes? Um pouco. Um pouco de tudo. Eu sinto como se fosse te perder. Eu sinto como se você não estivesse lá. Porque aquele, não é o SEU EU que eu conheço.
 Você puxa meu braço, me chama pra um canto, pergunta o que tenho. E eu sempre respondo "nada". Nunca é nada, você nunca vai entender esse nada. Então seus olhos me olham, e tudo que eu reprimo dentro de mim, se choca, se quebra, quer explodir pra fora, mas eu me seguro, seguro-me tão forte que dói o peito.
 O que é isso agora? O que isso se transformou? O que é tudo isso? Eu não sentia, nem sabia que existia isso tudo. Faz um ano que eu tento decifrar o que se passa. Faz um ano que algo mudou, e cada vez que você ameaça desistir, sair, sumir, eu reprimo as lágrimas que afetam de maneira exagerada minha garganta. Eu recuo pra dentro de mim mesma, e sorrio. Aquele sorriso que você sempre vê. Não desconfia nada dele? Que tipo de espécie de amigos nós somos? Se nem sabemos mais de nada um do outro, nem sabemos decifrar as expressões faciais, corporais e de linguagem. 
 Me recuso a pedir que me esqueça, me recuso a dizer que tenho medo, que sofro, que choro, que escondo.      Me recuso a dizer que eu sinto algo por você, algo mais forte do que você já sabe. Mas somos melhores amigos, é o que tudo isso tenta dizer. É o que tentamos dizer. 
 Não joga na minha cara que você me conhece, se me conhecesse, pelo menos desconfiaria que algo anda estranho dentro de mim. Algo muito estranho.
 Preciso de um tempo pra mim. Mas, por favor, não invente de me esquecer. Os sons das tuas cordas vocais é um vício, não invente de tirá-lo de circulação pra mim, porque eu preciso dele. Preciso de você. 
 Me perdoa, me ame, não finja, escolha, reclame, chore, sorria, conte a verdade, seja sincero, sinta... O que você sente?
 Muito obrigada por existir, se ao menos soubesse que espero mais do que isso, pensaria no assunto.
 Acabo esta carta que nunca será entregue.
 Da melhor amiga, que finge não amar e nem sentir. E que esconde.



29/12/2010

Decisio(n)-ão

    Eu decidi. Decidi aquietar e segurar aquele tal sentimento. Decidi continuar a ser "a melhor amiga", a sorrir com você por aí.
   Cara, esta é mais uma carta não entregue. A carta que seria também decisiva. O pior é que outra garota, não ela, está do teu lado. Amando-o, ouvindo-o...namorando-te.
   Eu resolvi ficar aqui, no meu cantinho, e continuar a te apoiar, como sempre, mesmo que eu não esteja no seu plano. É isso que os amigos fazem. Não é?!
   Garoto, você virou um homem, não precisa mais dos meus conselhos bobos e medonhos. Você virou um homem correto que aprendeu com o coração e com os seus erros.
   Minha decisão ou não, não irá fazer diferença, porque suas decisões já foram tomadas e estão fazendo-te sorrir, pra mim, isso já basta.
   Eu não necessito dizer mais nada, apenas, que,seja feliz e não se esqueça que sempre irei te amar.
Abraços, L.



Meu último post deste ano, para entender ou pelo menos compreender a carta, leia antes esta "Parte 1". Divirtam-se e um bom ano novo para todos vocês.

09/12/2010

I de irônico

 Você lembra quando eu era que ajudava você com sua garota? Quando eu era amiga dela? Fazia conferências telefônicas e ficava ouvindo vocês se declararem? Quando você zoava com a nossa cara? E eu simplesmente ria, vivia rindo.
 Você lembra quando eu gostava daquele cara seu amigo?
 Bem. Eu me lembro muito bem e sinto falta desse tempo. De você apenas amigo e eu apaixonada por outro, de você apaixonado e eu amando, de nós dois rindo juntos. De você me contando tudo e o ciúme nunca atrapalhando. Pois é. Eu sinto falta desse tempo.
 De quando eu não me preocupava com o que você pensaria do que eu diria ou faria, quando eu não me importava se você estava com alguém. Porque, pra mim, já era tudo você está com ela e eu continuar sendo a amiga, já era tudo pra mim, eu continuar ali, ouvindo você falar daquele cara pra mim, enquanto eu sonhava, me iludia, me decepcionava...
 R. mas o tempo passou, tudo mudou. Algo sutil surgiu e eu nem pude perceber, só percebi quando cresceu e continuou crescendo. Você acredita que eu te imaginava como o meu irmão mais velho, aquele que eu nunca tive, eu me imaginava madrinha do seu casamento, segurando seus filhos depois, sendo a "tia" deles. Por que tudo tinha que mudar?
 Agora, eu não sei mais como reagir ao ciúme, porque eu nunca senti, ainda mais por você, de quem eu tanto me inspiro. Não sei mais o que falar para prolongar uma conversa como antigamente, quando nós passavámos horas e horas no telefone, falando as novidades. Não consigo mais aconselhá-lo sobre qualquer garota, só por ela, aquela lá, que eu fui amiga, só por ela eu me simpatizo.
 Você sabe muito bem o que é um amor verdadeiro. E eu? O que eu sei? Só sei do que eu senti, só sei do que eu já passei. Mas e isso, que hoje estou sentindo, o que é? Como posso defini-lo? Platônico ou real? Como, R.?
 É quase de manhã e ainda não dormi, fiquei pensando no ideal para se resolver isso. Talvez a distância, esquecer, reprimir ou apenas aguentar, fingir que tudo está igual há uma semana. Mas não dá...
 Não dá pra passar um dia sem falar com você, seguro minha mão com força para não digitar seu número. E eu fico esperando você sempre me dizer aquele "Eu te amo" habitual. Eu devia desconfiar, mas eu sei que é real, depois de tudo que compartilhamos, que vivemos, que você me declarou, que você me confidenciou. Eu sei que eu sou especial. Mas... não do mesmo jeito que você, agora, é para mim.
 Eu espero, torço por sua felicidade, mas eu queria estar lá, do seu lado, enquanto você sorrisse. Mas você sabe, assim como eu, que aquela garota não vai voltar, aquela que de verdade você sempre amou. Ela se foi, ela não quer falar com você, eu fui amiga dela. Ela também me excluiu. O que eu posso fazer? Eu ainda gosto dela, sabe. Dela sendo minha amiga, mas fica difícil só de pensar nela, quando eu penso em você de uma forma diferente, enquanto eu quero sentir teus lábios nos meus e nunca mais ouvir você falar de qualquer garota pra mim. Então, me diz, como eu resolvo tudo isso?
Beijos da L.




13/11/2010

Perdão?

 Posso parecer estranha nessa carta, mas preciso dizer mãe, que é um tempo de recomeçar pra mim. Papai agora está com outra e te esqueceu, mas eu não, eu vou estar aqui para você, sempre.
 Cheguei do meu trabalho e encontrei seu recado, dizendo que Ketlen estava no hospital, senti um frio na espinha, mal estar, então decidi que era hora de voltar. Desde sempre nunca convivi de bem com você, por motivos que você sabe muito bem, mas aquela garota no hospital é minha irmã e voltei por ela. Vou ser até um pouco rude agora, mas, por favor, enquanto eu estiver aqui não venha com suas eternas lamúrias, causas da minha saída de casa. Apesar de dizer que estarei aqui sempre por você, isso é verdade, mas evite, ainda reprimo um pouco de dor e mágoa em meu peito. Ketlen não está bem, pelo que falei com ela e necessito que vá visitá-la sempre que puder. Por que você não faz isso? Onde você deve estar agora...
 Quando você chegar em casa verá esta carta e talvez não a lerá no momento, ou correrá seus dedos magros sobre o papel sem abri-lo, e quando abrir talvez se arrependa, mas é preciso, já que o momento me favorece.
 Papai nunca te amou, ele sempre me dizia isso, dizia que você o prendeu na sua rede de mentiras, e eu fui o resultado de uma dessas. Mãe, perdoar é tão difícil, ainda mais saber o que você fez comigo e com minha irmã. Por que? Eu tentei na minha adolescência ter uma amiga e inspiração em você, mas não melhorou, só piorou minha situação.
 Suas bebidas, seus jogos, nossas brigas incessantes. Seus tapas que dóiam mais na alma do que na carne. Por vezes tentei entendê-la, mas foi em vão. Tudo é em vão. Me lembro que, enquanto eu fazia minhas malas, você não me dirigiu nenhuma palavra, não se despediu, me ignorou por completo. Você quer perdão por não ser mãe? Talvez encontre, mas ainda estou caminhando nessa estrada de perdoar, ainda há coisas que eu martirizo na minha cabeça. Tudo que você fez...
 Perdoe-me senhora Kate por ser sua filha e por trazer tanta raiva em sua vida. Mas eu agradeço a você por ter me dado uma vida e aprender com ela os erros e acertos que tantas vezes pude enxergar em você. Talvez você não me ame, talvez não ame sua família, mas sei que existe um coração em você. Ketlen precisa de uma mãe agora, enquanto é tempo. E eu preciso de uma amiga.
 Faça o mesmo que  eu, recomece. Sempre há tempo de fazer isso.
 Abraços de sua filha, Missy.

04/11/2010

Despedida Inconformada.


Londres, 19 de Dezembro de 2015.

 Oi!
 Desculpa. Pensei em ser amistosa, porque o que vou dizer é bem difícil. Acho que você deve se lembrar do verão passado. Como não?! Bom, estou escrevendo isto no velório do meu pai, e vejo você sentado ao lado da minha prima.
 Gerson, eu te amo, quero que não esqueça isso depois do que vou dizer aqui.

 Eu me lembro de uma noite em que eu fui visitá-lo. Seu pai estava lá, sentado no sofá e gritando insultos contra você. Sentia sempre minha garganta se fechar nesses momentos, corria até você e tampava seus ouvidos, você sorria e me beijava. Seu pai era a pessoa mais próxima a ti, mas simplesmente te odiava. Por um motivo que você também sente, uma parte da vida de vocês acabou no dia em que você nasceu. O que sua mãe falaria disso tudo?
 Na noite da morte dele, nós tínhamos acabado de terminar. Chovia forte e eu estava em frente a sua casa, chorando. Seu pai chegou e me mandou entrar. Eu o acompanhei, mesmo contra a minha vontade. Quando aquelas palavras odiosas contra você saiam da boca dele, meu corpo tremia de raiva. Foi então que, naquele momento, eu o matei. Sim. Matei seu pai...
 Este é o meu segredo. Falando assim até parece que não me arrependo. Mas sim, todos os dias eu me arrependo. Você deve se lembrar que liguei para a emergência, o acordei, mas não disse nada. Foi então que a perícia descreveu a história e eu apenas confirmei, apesar de que foi eu que enfiei a faca, eu não havia tentado tirá-la.
 Me perdoa por matar a outra metade da sua vida.
 Agora, vou colocar esta carta na sua mão. Me despedir da minha mãe. Vou pra casa, pegar a arma que está dentro do guarda-roupa e enfiar uma daquelas balas, que meu pai sempre polia, na minha cabeça.
 E disso eu não vou me arrepender. Tenho que pagar por este segredo.
 Mas, por favor, não esqueça do que eu disse. Eu te amo e vou amá-lo até o fim. Peço-lhe que cuide da minha mãe, ela necessita disso.
 Vou juntar-me aos nossos pais...
Com amor, Georgina, que agora jaz morta.

10/10/2010

- When you're gone

São Paulo, 03 de Janeiro de 2011.

    Hoje resolvi responder uma de suas cartas.
    Bom dia.
       A distância só nos priva dos corpos, porque sua mente anda comigo, em cada mensagem, em cada ligação, em cada email, em cada carta... Carta, o que eu mais amo receber de você. Seus sentimentos, suas saudades, seus medos e ansiedades. Você me transmite tudo. É como se você estivesse aqui, do meu lado, conversando, chego até a sentir seu calor em um abraço e te ouço sussurrar em meu ouvido, só por estar com uma carta sua nas mãos.
   É engraçado, mas a distância só fez aumentar o meu amor por ti.
   Eu não sei quando eu volto, o tempo aqui parece nunca acabar e ainda vou prolongá-lo. O que faço sem você aqui?
    Em resposta a sua pergunta, não, eu não vou te esquecer, nunca.
    Devo me desculpar pela curta carta de saudade, mas tenho a certeza que quando você lê-la, vai me sentir aí, ao seu lado, e quando você sentir, espero que ouça minha voz te dizer, eu te amo.
    De sua querida namorada.

P.s. Sinto falta dos teus lábios...é inevitável.







03/10/2010

My Dear.


Fortaleza,18 de Agosto de 2007
   Hoje meu querido, vim me desculpar das coisas que te fiz e disse sem pensar. Mas não vim me desculpar dos meus olhares, você sabe que eles sempre foram sinceros. Você lembra de como nos conhecemos? Eu te fiz pensar que não era nada, mas era, aqui dentro de mim, era, e sempre foi. Eu te amei, muito, se assim posso dizer. Mas isso não justifica o que eu fiz. Eu errei, eu sei. Mas eu me arrependo a cada dia do meu erro. Quando eu lembro do seu riso, flores brotam em meu ventre, só que o arrependimento me cala por dentro. Não sei o que te dizer.  Eu sei que você lembra que não fui a única a errar, porque era algo do tipo "quando você me queria eu não quis". Você me machucou, foram como facas afiadas em meu coração, fazendo ele bater forte e triste. Enfraquecido. Eu o perdoei, sempre digo que o perdoei, cicatrizes enfeitam meu peito e você sabe disso, você viu. E eu não sei mais o que posso dizer.
  Você lembra de como foi nosso beijo? Aquele primeiro? Roubado, doce e sensato. Você me olhou nos olhos e naquele momento eu disse pra mim "é ele", mas não foi não é? É como uma peça que sempre falta no quebra-cabeça, você. Mas não sei mais o que deveria dizer.
  Me arrependi, perdoei, peço perdão, ignoro, relembro, olho em seus olhos, mas os dias vão passar, eu sei que vão. E o que é pra ser será, mas hoje nós não somos mas um do outro. E o perdão e arrependimento nos ronda, fazendo cócegas na nuca, fazendo-nos relembrar das nossas faltas. Mas agora não tenho mais o que dizer.
Beijos de sua querida Elania.
P.s.Forgive me.
Espero que está carta ou todas as cartas cheguem em bom estado e que,se possível, me comunique.

(Metade da história é verídica. )

29/09/2010

Fortaleza, 29 de Setembro de 2010


Querido melhor amigo,
Acho que não falei a você que meu coração recentemente foi machucado. Lágrimas transbordam e inundam meus dias. Foi por ele. Você não tem ideia em quantos pedaços está meu coração.
Ele me falou um nítido não, que até agora ecoa em minha cabeça. Só você poderia salvar-me, mas você não está aqui. Eu não posso abraçá-lo. Sofro duplamente. O pedaço do meu coração que é seu se encontra mais saudável.
Ele não faz ideia de como é amá-lo, não faz ideia de como é ruim saber que não é amado. Sabe, aqui dentro, eu me pergunto em cada segundo "o que eu fiz?", você me diria "não é culpa sua", sorrio com isso...só que você não está aqui e me martirizo com acusações insesatas, mas que suavizam a razão disso tudo.
Posso te dizer, que passei horas escrevendo essas poucas linhas, parei em cada palavra, dói te dizer algo que dói. Lágrimas mancharam o meu papel, o seu papel, que nunca será entregue.
Ele ligou a pouco tempo, me justificando suas ações. Ele não entende. Não foi o que ele fez, mas o que ele não fez que me dói tanto. Machuca. Enrosco meu corpo, tentando saturar a dor. Será que algum dia meu coração partido ficará consertado? Se ao menos, você estivesse aqui...
Me perdoa pelo que fiz a você. Agora sei muito mais do que qualquer um, qual foi a dor que te causei. Agora sei como dói e destrói essa dor lancinante.
Você quer saber se eu o perdoei, não é? Sim. Eu perdoei ele. Só que a dor continua aqui...como continuou com você.
Meu melhor amigo, que como você diria "isso tudo vai passar", e é isso que espero.
Até a próxima.
Te amo


~