26/07/2012




 Você se cansa de me encantar nas noites mais longas, acho que a quentura que exala de ti atinge a tua nuca e te faz perder-se bem ali, na minha presença. De vez em quando teu sorriso gruda nos teus olhos e deixa a noite mais límpida.
Nunca chove quando você tá aqui comigo, nunca faz frio quando você tá perto, não tem tempestade enquanto você ri. E eu continuo a existir sem temer a vida enquanto eu ainda souber que te tenho, enquanto eu ainda souber que teu amor puro e feroz existe. 
E eu ainda continuo aqui após todas as noites, contigo.


Direto do meu tumblr : Diário Errante .
Beijo pessoas, saudade...

25/05/2012

Alguém me apoia?

 Eu não tenho tido tempo dentro de mim. As coisas e pessoas andam tão conturbadas que atrapalham minha linha de raciocínio e o modo como trato meu tempo, meus segundos, meus detalhes. Tenho criado tantas palavras ultimamente, mas não sei onde colocá-las, se dentro de mim mesma, ou no caderno que sempre carrego para qualquer lugar que eu vá. Um pensamento surge, aqui e acolá. De vez em quando, quase sempre, quando estou no meio do curso em que tenho que vê aqueles fios todos no computador. Ou quando encaro alguns clientes que insultam com a compra e comigo, mesmo sem perceber. Eu derramo palavras no chão, no banheiro, no espelho, nos olhos de outrem.
 Eu não sei como administrar isso. Quero fazer tanta coisa, mas acabo fazendo tão pouco e desse pouco, quase nada sai proveitoso ou eu vá me lembrar futuramente.
 Eu pensei em excluir esse blog, e o outro também... mas esse primeiro. Já exclui um, com tanta dor no peito, que pensei que minhas palavras nunca mais fossem voltar, mas elas permanecem em mim.
 Alguém me apoia? Alguém fica do meu lado? Eu quero continuar a escrever meus contos, meus dramas e todas as coisas que me povoam, mas não sei se eu persisto no blog aqui.
 Alguém me vem com uma luz?
 Eu tô necessitando.

02/05/2012

Only.

O tempo tremula em meus dedos, os olhos coçam e eu borro meu rímel, esqueci de tirá-lo. As veias visíveis na minha pele branca denuncia a vida em mim. Estico os dedos, olho pro esmalte azul em minhas unhas e penso, repenso, trepenso. Parece que cada detalhe te chama pra mim, parece que cada coisa simples, mínima, eu te vejo em mim. 
E em todas essas sombras e luzes que me surgem. Você está aqui.
E aqui.
E aqui…

18/04/2012

Verdade ilícita - pt. 10








O tempo às vezes para aqui, em mim. E eu não sei mais o que ocorre no mundo. O que ocorre comigo. As batidas, as feridas, a vermelhidão em meus braços, a palidez nos meus seios. A nostalgia me atinge... Há quanto tempo estou aqui mesmo? 
 Eu quero chorar, meus olhos estão vidrados, paralisados. Eu quero morrer. Mas aí, tem Fil me chamando, Fil me amando, Fil me acordando, Fil me beijando, Fil sorrindo, Fil querendo me matar...
 Braços agarram minha cintura. Eu estremeço com a quentura que a tanto tempo não sinto.
 Água. Água em mim, no ar, em meus pulmões, em meu rosto, naquele rosto lindo que me encara os olhos.
- E, então, seu bem mais precioso está morrendo e te matando junto... e eu também. - eu conheço essa voz... - Sally, há quanto tempo você se encontra aqui? E... eu não entendo. Como você não morreu? Você não virou uma mortal? - Filiphi.
- O que você faz aqui? - Pergunto, tentando me erguer, mas a cabeça doía.
- Vim te resgatar. Vim me resgatar. - ele suspira forte e seus dedos deslizam sobre minha sombrancelha. E aquela vontade de o abraçar aumenta. E, então penso no que ele disse...
- Como assim meu bem mais precioso está morrendo? - ele deita ao meu lado, escuto as ondas baterem perto de nossos pés. 
- Aquele tal de Júnior. - ele diz e se cala, segura minha mão e a coloca em seu peito, eu sinto novamente sua quentura e seu coração bater. Meu Deus, eu ainda o amo. - Eu senti sua falta.
- Precisamos correr. - digo. - Isso já ocorreu uma vez há um tempo, com outra pessoa, eu completei a cota de sonhos com ela, mas quando ela se desvaneceu, me enfraqueceu. E, não sei como reagir ao Júnior, porque ele não é um simples sonho, você sabe bem disso. Preciso... - não completo, os lábios dele estão nos meus, seguros, firmes e adentram-me. Eu sinto fome, fome dele. 
- Para. E fica comigo. Vive comigo. Faz o que tem que ser feito, mas... comigo. 
- Fil, as coisas não são assim. você sabe muito bem, toda vez que nos damos uma chance, você tenta me matar uma hora ou outra, e isso me machuca. A respeito disso, precisamos conversar. Mas como disse, precisamos correr, caso queira também sobreviver. - dizendo isso, ele me pega nos braços e vamos até seu carro. E eu penso que irá ser uma viagem silenciosa e cheia de tensão. Sinto seu cheiro e me agarro nisso. Não sei o que pode me acontecer a partir de agora.




(continua...)

05/04/2012

E cabe aqui.



 Em que tempo e espaço ficou perdida a chance de sermos apenas nós mesmos? A palavra brinca na minha boca. A coragem bate na minha cara. O desperdício ri alto de mim. E eu tô sendo dramática. Tô sendo pessimista. Tô sendo egoísta... E mais ainda, tô sendo 'não minha'.
 O tempo brinca comigo, essa coisa de enjoar rápido anda me testando. O telefone celular anda muito parado. E nem aqueles sms's bobos de todo dia eu ando recebendo. E eu tô prestando atenção nas coisas mudarem. Eu tô vendo meu reflexo no espelho melhorar. Meu sorriso aumentar. E toda a força de vontade me vencer.
 Em que esquina ficou parada a minha ousadia de voar? Em que bolsa ficou meus sonhos? E em que mãos eu estou?
 Suas.
 E tão tua.
 E eu não paro de dramatizar.