20/08/2011

Verdade ilícita - pt. 7

( Para ver as partes anteriores, só clicar ao lado na tag verdade ilícita)

- É engraçado como as coisas são. Eu vejo a energia que flui do Júnior a Evyline, por que ele não percebe? Mesmo que a orientação sexual dela esteja confusa, ela sente algo dele muito forte e isso a estremece.
- Quando você estiver raciocinando algo, deveria falar um pouco mais baixo. - Filiphi sussurra, fazendo uma onda de arrepio descer até os dedos dos pés.
- O que você faz aqui? - pergunto, eu ainda estava com meu uniforme, não havia me trocado ou tirado aquela blusa manchada, meu cabelo estava preso em um coque, mas ainda assim sentia calor.
- Observando. - diz, como se isso fosse natural. Ele ali. Arregala os olhos. - Não você, ele. - mas eu não descanso meu olhar, estreito os olhos e volto minha atenção a cena que se passa na cozinha de Júnior.
- Ele não consegue ver.
- Sua blusa. Ela ainda está manchada. De...café.
- É sangue. - eu digo, tentando parar de me distrair com a voz de Filiphi,quando estou prestes a ir a porta da casa de Júnior e adentrar seu espaço, Filiphi me puxa e pressiona seus lábios aos meus, eu sinto seu hálito quente entre meus lábios. O empurro e por um segundo fico zonza.
- Mas esse sangue é seu! Consigo senti-lo. 
- Você é louco ou se faz? - Sinto que meu rosto está vermelho e só fica assim após a barba por fazer de Fil encostar em meu rosto.
- Eu estava sentindo você, e além do mais, você retribuiu...quase. Força de vontade ou...? - não saberia respondê-lo, pois nesse momento, eu vejo pela janela entre panelas encostadas no vidro, eles se beijando e eu sabia, sabia que ele chegara ao êxtase, pois eu me sentia mais viva.
- Acho que minha missão acabou aqui. - engulo a seco, talvez eu queria que terminasse comigo aquela história, que tomasse outro rumo. Logo eu que abomino o destino, tenho que fazê-lo existir dessa maneira.
- Acho que não. - Fil diz, mas não sabe como eu estou me sentindo, não sabe a sensação de bom e o do ruim que se mistura dentro de mim.
- Eu acho que sim, tudo tomou seu rumo.
- Sally, você o ama não é? - eu sei que, mesmo sem olhar para ele, seus olhos estão escuros, como sempre ficam quando ele está preocupado, irritado ou curioso.
- Eu amei você Fil, independentemente do que você fez ou do que é agora, mas ele é diferente, ele tem um som de liberdade, um desejo a mais...
- Mas você não o ama. - conclui. Eu já estava cansada do destino e decidi bater a porta. 


- Deve ser a...pizza. - Júnior diz e vejo um lampejo de desprezo passar por seus olhos, pois Fil ainda estava lá, comigo.
- Preciso falar com você. - digo a Júnior.-  Sem você. - digo a Fil. Ele levanta as mãos como se se entregasse e sai.
- Evyline, volto já...




continua...

2 deixaram-me mais motivos para sussurrar:

Pedro Menuchelli disse...

Bem, por enquanto li essa e as outras partes, estou bem feliz pela maneira que voce escreve. Uma história que nos deixa com gostinho de não querer parar de ler.

Um grande beijo, com carinho,
Pedro

Nina Auras disse...

Ai meu Deus. Isso foi feito pra me deixar ansiosa, não foi? Continue, continue. Essa parte, em especial...

" Sua blusa. Ela ainda está manchada. De...café.
- É sangue. - eu digo, tentando parar de me distrair com a voz de Filiphi"

Não sei o que ela teve, mas me fez dar um sorrisinho. Talvez seja a naturalidade da coisa. Enfim, aguardo a parte 8! Um beijo,
Nina (: