28/11/2010

Inevitável



Nós nunca nos separamos assim. Nós nunca nos vimos assim. Distantes. Fisicamente. Emocionalmente.
- Por que você não vai falar com ele? - Dandara pergunta, empurrando meu ombro.
- Ele não entenderia o motivo. - respondo, levantando os lábios.
- Só saudades. Talvez. - eu a encaro e ela levanta as sombrancelhas, concluindo que aquilo seria uma boa ideia.
- Não posso. Prometi a mim mesma que não o procuraria. - dou um passo a frente, vendo os cabelos dele voarem contra o vento, com as mãos nos bolsos, de costas para mim.
- Ele é seu melhor amigo Cassandra. - cruzo os braços, retendo o frio.
- Não. Ele é somente o Matheus. 
- É só que. Vocês. Que saco. Eu não consigo ver vocês separados.
- Eu não posso ser amiga dele enquanto eu o amar descontroladamente.- falo alto demais e Matheus se vira, encontrando-me. Pressiono os lábios. Droga.
- Você já parou para pensar que ele possa sentir a mesma coisa? - ela grunhi em meu ouvido e se afasta, pisando firmemente na grama.
- Não. - sussurro, sabendo que ela não poderia mais ouvir. Volto meus olhos para Matheus, vendo que ele hesitava em seus passos.
- O que ele pensa que está fazendo? - Dandara grita e ri, saltando de volta para casa.
- Eu não quero saber. - digo e me viro para o caminho de casa.
- Cassandra. - ele grita. Escuto seus pés ligeiros, amassando a grama. Corro, brigando com as lágrimas internas. Inevitável. Ele pega em meu braço e puxa-me, abraçando-me. Eu sinto seu coração acelerado, sua respiração alta que move meu cabelo em sincronia.
- Senti sua falta. - Não mais do que eu, porque você não está apaixonado por mim. - Por que está me evitando? - deslizo para fora de seus braços e o encaro. Deus, como eu amo esse garoto.
- É melhor assim. Separados. - respondo.
- Por quê?
- Porque eu não gosto quando... - você me beija, fingindo gostar. - quando... - fecho e abro os olhos rápido, afastando as lágrimas.
- Quando eu te beijo? - Isso, porque você só faz confundir ainda mais minha cabeça.
- Sim. - respondo e você sorri.
- Não é mais problema agora. Estou namorando. - você levanta os braços. Um balde de água fria caindo sobre minha cabeça. Como dói.
- Ah. Nossa. Você. É. Bom, que bom. - digo, atrapalhada, sentindo minha voz falhar, pigarreio e continuo. - Olha, depois nós nos falamos, tenho que ir agora. - me despeço e vou para o caminho de casa.
 Você nunca me viu assim. Distante. Fisicamente. Emocionalmente. Mas eu sim e vai ficar assim. Porque eu sei e sinto que não é platônico, e dói, machuca.
 Oh, o que será  agora?
45°Ed. Visual.
Nota: 9,8

3 deixaram-me mais motivos para sussurrar:

Kárcio Sángeles disse...

Olá Elayne e Elania,

\O/ \o/ Parabéns indiquei vocês para receber o Selo PRÊMIO DARDOS, visite o ECOS DA ALMA e confira ;D.

Link: http://www.ecosdaalma.com/p/premio-dardos.html

**Brunah Isabelle =) disse...

Nossa.. eu quase chorei com essas palavras ainda mais com a musica q eu toh ouvindo - He is We - Light A Way - mto linda ouve ela..

ameei msm..!

**Brunah Isabelle =) disse...

seguindo..
http://the-blog-teenager.blogspot.com/