27/10/2010

Passado é história [PARTE VII ]

Para entender, leia antes I , II , III , IV , V e VI.


 - Helloouu! - bradou Stefferson, estalando os dedos a frente de meu rosto.
 - Desculpa. Só estava...pensando. - conclui. Lívia nos chamava para o almoço. Stefferson subiu para se arrumar. Ir ao colégio era chato, sempre foi, mas para ele, não.

  Roger não voltou. Faz um mês. Eu e Stefferson progredimos no relacionamento, por assim dizer, estamos nos conhecendo melhor. Nossos pais não sabem, ainda. Pra eles é tudo como uma irmandade, mas não é, é romance mesmo.
  Estou escrevendo hoje no meu diário. Nunca tive isso, Lívia que me deu de presente. Ele é azul, cheio de laços no fim de cada folha. Me faz lembra a árvore do orfanato, por isso, hoje estou pensando em Roger.
 - Que tal um cinema? - Stef pergunta, envolvendo-me. Solto meu diário no sofá e suspiro alto. No último mês, eu e ele, fomos ao cinema no mínimo três vezes por semana. Maneei a cabeça, negando. Eu não queria sair hoje, não hoje. - Está preocupada com a prova? - sustento seu olhar. Como poderia falar que estava preocupada com Roger?
 - É, não sei como me sai.Entrar para a universidade é um sonho. - menti, tecnicamente, só omiti.
 - Você é mesmo louca por não mentir, vai ficar perdida e enganada no mundo lá fora. - era o que Jessyli sempre dizia. Talvez estivesse errada, mas ainda assim odeio mentir.
 - Vamos fazer assim. Lígia e William precisam saber. Hoje no jantar nós contamos, sobre...nós. - o medo transfigurou seu rosto, fazendo-o hesitar várias vezes. - E então? - pergunto.
 - Tudo bem. Se você quer, mas eu conheço meus pais, eles vão surtar, Alexia. - estremeci e engoli em seco. Era melhor aceitar isso do que viver se escondendo.

 - Temos um convidado hoje. - anuncia William. Já não me animo mais, pois não poderia falar de Stef e eu. - Alexia, quero que conheça Rafael.
  Aqueles olhos claros aparecem e com um sobressalto recuo.
 - Você. O que faz aqui? - pergunto, praticamente gritando. Meu peito doia e a respiração ficava mais rápida. Não, eu não podia desmaiar outra vez.
 - Calma Alexia. Tudo indica que ele é mesmo seu pai e achamos uma boa ideia que vocês se conhecessem. - William diz, com suas mãos para o alto em forma de rendição.
 - Você é meu pai, não ele. - grunhi e corri escada acima. Lágrimas já queimavam meu rosto. Parei bruscamente. Alguém tentava entrar pela janela. Peguei o taco de golfe no pé da escada e caminhei sem fazer barulho. Estava nervosa. A pessoa olhou diretamente para mim, o corredor estava escuro e não pude distinguir as feições. Arremessei i taco, fazendo-o cair no assoalho. Cheguei mais perto e...e era Roger.
  Levei a mão a boca, tampando-a. O espanto e o medo tomavam conta de mim.
 - Ai meu Deus. Ai meu Deus. O que eu fiz? - sussurrei desesperada. A testa de Roger sangrava com o corte feito pelo meu arremesso. Minhas mãos tremiam. Outras lágrimas caiam. Peguei seu pulso, tentando senti-lo. Ele ainda estava vivo. Tomei fôlego e gritei.
 - SOCORRO.

- Me desculpa. Me desculpa. - repeti várias vezes no caminho para o hospital.
- Ele está inconsciente, não pode te escutar.Pare de dizer isso. - Stef falava junto a mim. Seus olhos pareciam coléricos. Pressionei a testa de Roger, tentando estancar o sangue. Por que ferimentos na cabeça sangram mais?

- Sempre vai ser assim. Quando está tudo bem, ele chega. - Stef falava comigo, enquanto William arranjava um médico para Roger.
- Não quero falar sobre isso agora. Se alguma coisa acontecer com ele eu vou, eu vou, eu, eu não sei o que faço. - falei atordoada. Queria um abraço de Stef, queria que alguém me consolasse.
- Ele vai ficar bem. - disse William, tranquilizando-me.
- Eu posso vê-lo? - perguntou alguém atrás de mim. Era Rafael "meu pai", uma raiva invadiu meu peito.
- O que está fazendo aqui? E o que quer com o Roger? - ele balançou a cabeça incrédulo.
- Pode. O doutor Tyler vai vim avisar quando ele acordar. - William respondeu, ignorando-me. Fiquei quieta e com raiva. Aquilo era um complô?!
Emergência no quarto 187. Doutor Tyler, quarto 187, emergência. - vi William ficar pálido. Seus olhos pareciam saltar das órbitas.
- O que foi? - perguntei, confusa.
- É o quarto dele.

(continua \o/)


Como viram,  mudei novamente o layout, e eu gostei muiito desse *-*. Agradeço os comentários e visitas. E está aqui a parte dessa semana. o/ Beijos e queijos para vocês :D

7 deixaram-me mais motivos para sussurrar:

Nina disse...

oi amoree! Já estou seguindo aqui...


bjo

nina

S2 layllah disse...

Gostei beeem mais desse layout, é mais suave e faz a gente concentrar mais na história.

Muito lindo *-^

Lisandra Lavigne disse...

Eu amo narração, eu adoro essa forma de fazer a gente ler e imaginar e melhor se apegar a leitura, e você faz muito bem Darlin to seguindo, e espero vim, mas vezes.

Beijão

@lisandralavigne

Luara Q. disse...

escreves muito bem!

Elania disse...

Obrigada pelos comentários e elogios :)

Nina Auras disse...

Surtei e fui ler todas as partes, desesperada para chegar nessa e poder mandar um comentário dizendo um "UAU" bem gigante. Se tivesse uma fonte maior aqui, eu estaria colocando no 72. Achei lindo e bonito, ao mesmo tempo dramático (sim, eu achei, fiquei morrendo de pena do Roger e da menina :x) quanto engraçado e fofo (lindo, então, né). Maravilhoso ♥

Elania disse...

Nina obg pelo elogio, são essas pequenas coisas que me emociona :)