20/08/2010

Estranha [PARTE II ]

- Não, não é medo. É que... - percebo que ele engasga.
- EU NÃO SOU UMA DOENÇA AMBULANTE. -grito. Bruscamente me levanto. Ele agarra meu braço, fazendo com que eu não consiga avançar. E outras palavras que Jennifer falou, me atingem.
"...você é uma doença ambulante. Se faz de cega e não ver que até seus "amigos" tem medo de você..." 
Isso tudo só por causa de um empurrão não intencional, da parte dela.
- Não é isso Sil. Você não é isso. Pensei que...você estivesse me acusando.
- Ahn? - questiono em um tom confuso.
- Sabe, me acusando de ser um daqueles amigos que ela falou. - ele conclui. Reviro os olhos.
- Jones, você é meu irmão. Então aquilo não se aplica a você. - suspiro- Talvez seja verdade o que ela disse, nenhum amigo veio me procurar. - digo,sentando e fitando o céu outra vez, mas ele já estava escurecendo e não incomodava tanto meus olhos.
- Não sou seu irmão. - ele diz com uma cara emburrada.
- Amigos de sangue?! - olho pra ele, vendo sua expressão, as lágrimas já haviam cessado. Ele sorri se gabando e mostra a cicatriz na palma de sua mão.
- É, amigos de sangue.
- Então... irmãaos. - falo em meio aos risos. Empurro seu ombro.
- Não Sil.- ele diz, sério. Pega minha mão que tinha a mesma cicatriz que a dele. - Amigos.- e aperta de leve meus dedos antes de soltá-la.
-OK... Obrigada. Por... é, vim me procurar.
- Tudo bem.- ele sorri pra mim, levantando um canto da boca mais que a outra.
- Jones o que você está fazendo aqui?


continua ...

0 deixaram-me mais motivos para sussurrar: