19/08/2009

Meu prisioneiro

Estou tão longe
De tudo,
De todos,
E até de mim mesma.

Sim,agora eu te direi
Por onde tenho estado,
Por onde minha alma tem
vagado todo esse tempo,
Pois tu és a prisão em que
quero ficar por toda a
eternidade.

Eis que o sangue da tua ferida
corre em minhas veias.
E sobre o meu corpo
inertil e febril,
As carícias da gélida mão da
morte.
Quando em tua companhia
estou,
O mar já não é mais aquele
costumeiro cemitério
E os raios do sol já não me
queimam a pele.

Desejo-te,
Muito mais que aminha
própria carne.
Porque em teu seio
Hei de seputar-me.

Por entre as minhas entranhas
posso sentir
O fresco hálito dos espíritos
O seco perfume da melancolia,
E o cândido beijo daquela
Que me levará para um lugar
não mais distante.

Onde nem a imensidão do
infinito poderá alcançar-me;
Sobre o meu túmulo
derramarás,pois,rios de
lágrimas
As mesmas que outrora
ressuscitaram-me.

.>Autor desconhecido<.

2 deixaram-me mais motivos para sussurrar:

'-Kelly Viana' disse...

adoreiii o poema..
ás vezes a gente tah longe de nós mesmo!

Elania disse...

Muitas vezes colocamos culpas nos outros pela distância,mas e nós'?? Concordo (: